Coragem de ser Imperfeito/a - conteúdos

A escravidão da perfeição

A escravidão da perfeição

Um pesadelo a dormir, um pesadelo acordada.
O pesadelo da imperfeição.
Não fazer as coisas como devem ser, ser comparada com os piores, ser imperfeita, ser muito má naquilo que faço, naquilo que os outros vêm.
Não é permitido um único erro. Não importa o que é feito. Não importa nada, a não ser a perfeição em tudo aquilo que sai de mim.
Achar que há uma perfeita existência é pura distração e ilusão!
Que o corpo deve ser de determinada forma, que o trabalho tem de ser feito de determinada forma. Que tudo deve ser imaculado.
Porra!
É uma escravidão.
Ser escrava de uma ilusão é ridículo, é perda de tempo, é desonrar a existência humana, a existência divina, aquilo que eu sou na realidade.
Perfeição não existe. Imperfeição não existe.
A existência é.
A materialização.
A perfeição e imperfeição são limites, são ideias, são irreais, conceitos criados para auto-limitação.

Olhando para trás e vendo o quanto perco tempo, quanta ansiedade me auto-crio, quanto medo é criado, quanta infelicidade, expectativas, quanto sofrimento, quanta projecção é imposta! Um verdadeiro não viver. Um falso viver.

Quem sou eu afinal?
Um ser que vive, que quer responder em Amor.

Eu respondo em Amor.

Vejo a vergonha e a insistência que não sei viver sem ela.
A vergonha em ser quem sou, em ser “imperfeita”, pequena, sem valor.
Não me amo como sou, não amo o que faço, não amo quem me rodeia, não amo a vida. Podia morrer já. Para quê viver uma vida imperfeita?
Este é um diálogo insano!
Um monólogo de ego, de limitação e separação.
Largo esta narrativa no fogo transformador, na água que corre, nos passos na terra.
Largo o que é irreal.
Abro espaço para a realidade, para o Amor, para a transparência, para a verdade.