Coragem de ser
Imperfeito/a

Tema em exploração
Quantos de nós temos ideias sobre o que significa ser "Perfeito"? Ter uma vida perfeita, um corpo perfeito, respostas e ações perfeitas. Será que alguma vez estas ideias podem ser realmente concretizadas, ou existirão apenas na nossa mente?

Quem define o que é "Perfeição"? Será que partilhamos os mesmos ideais de Perfeição? Haverá ideais mais perfeitos do que outros? Haverá mesmo algum ideal de Perfeição?

Quando examinamos com maior atenção os nossos pensamentos, palavras e ações, verificamos facilmente que muitas vezes nos inibimos ou limitamos, com medo que os resultados saiam imperfeitos.

O que pode acontecer se nos permitirmos ser imperfeitos? Para o descobrir, é necessário dar um passo no desconhecido, sermos vulneráveis e arriscar sermos nós próprios.
Então, afinal é preciso muita coragem para correr o risco de sermos imperfeitos!

Individualmente e enquanto povo e cultura, é urgente ousarmos ser imperfeitos, sentirmos mais profundamente a nossa alma, ouvirmos com mais atenção o nosso coração e largarmos quaisquer ideias sobre o que "tem que acontecer" e de "como deve acontecer".

Largar os ideais de perfeição não significa que deixamos de ter a capacidade de aprender com os erros e melhorar. Pelo contrário, quando estamos menos preocupados em seguir esses ideais, permitimo-nos errar mais, e os erros são parte fundamental do processo de crescimento.

Podemos até dizer que, nesse momento, encontramos a perfeição da Vida, na sua contínua imperfeição.


SAÚDO TODOS EM AMOR E PAIXÃO.

Nasci numa epoca,anos 50 e no seio de uma familia de camponeses que vieram para a cidade na procura de melhores condições de vida.
Os meus Pais e avós, pois vivemos todos juntos por muito tempo, deram o melhor de si próprios,não faltou comida na mesa tecto para acolher, segurança e outros mimos para a NUTRIÇÃO FÍSICA.
No entanto, a ESPIRITUALIDADE e o SER foram esquecidos.
Honro os meus progenitores,mas sempre acatei com dificuldade os respectivos ensinamentos,tudo o que me diziam para fazer não impactava comigo.
Foi uma luta, levei muita tareia, reprimendas, reconhecida como a causadora das discussões em casa, não era escutada e quando tentava fazer-me ouvir, tudo o que dizia era completamente ignorado, em suma o meu SER não era reconhecido, no entanto levava quase sempre a minha intenção por diante.

Por quase toda a minha vida fui e sou confrontada com A CORAGEM DE SER IMPERFEITA, pois saí fora do padrão que era expectável eu adquirir. Isto trouxe para a minha vida e para mim própria até há bem pouco tempo a ideia de que NÃO PERTENÇO, NEM MEREÇO.
Para desconstruir este paradigma tão redutor e doloroso, tenho feito ultimamente um grande processo de cura em que aprendo a utilizar as ferramentas necessárias para ter mais consciência de mim própria dos outros seres da natureza e do cosmos que me rodeia.
As nossas crianças interiores e eu falo da minha, foram muito reprimidas a vários níveis. O que acontecia dentro de mim era : "Ou fazes o que os teus Pais dizem ou perdes o AMOR deles." Isto é comum a todas as outras relações.
Eu naturalmente tive medo de perder esse AMOR, mas havia algo mais forte dentro de mim que se sobrepunha ao medo.
Há um medo imenso de perder o AMOR,por isso por vezes deixamos de SER e RESPEITAR a nós próprios.
Estou a aprender que posso SER tal como SOU é genuinamente diferente sem perder o AMOR dos outros.

Tenho que estar sempre muito atenta pois esta questão ainda se coloca,pois há um "tirano" interno que continua a querer impor que eu pense tal como o padrão,mas é preciso adoptar comportamentos saudáveis em que o SER prevalece e é nutrido e cuidado como merece.

O CAMINHO ESTÁ EM: MAIS SER MENOS, TER MENOS QUE FAZER.
Bem hajam e gratidão por me lerem.


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Graça Maia