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O meu amor e apreço pelas qualidades que descrevi nos portugueses aprofundaram-se ainda mais. Que alegria e benção ser capaz de partilhar a minha visão e paixão espiritual com pessoas que eram tã o refrescantemente livres da sua armadura arrogante, cinismo corrosivo e narcisismo hiper-individualista, tão prevalecentes no Norte da Europa e América do Norte, especialmente quando tocava explorar o que representava um caminho e uma experiência espiritual autêntica no século XXI.


Desde a Era dos Descobrimentos ao Medo de Existir. Parte 1.

Vivo em Portugal há 15 anos. Desde que cheguei a este paıś que tenho vindo a ser tocado pela amabilidade, generosidade inata e pureza de coração que tenho encontrado em quase todos os portugueses com quem me tenho vindo a relacionar.

AB medida que o Projeto de Vida Desperta se veio a desenvolver nos primeiros anos da minha residência em Portugal, muitos portugueses jovens e inteligentes foram atraıd́ os pela nossa visã o. A primeira vez que partilhei esta visã o publicamente foi em 2008 num evento alternativo chamado "Green Gathering". Cerca de trinta pessoas vieram à minha meditação guiada e conversa que intitulei de "Evolução Consciente", em que metade do público eram estrangeiros e outra, portugueses.

Os estrangeiros - principalmente os britâ nicos e os holandeses eram previsivelmente contidos e bastante cıń icos na sua postura e expressão corporal. Recostavam-se para trás nas suas cadeiras, bocejando, carrancudos, olhando distraidamente pela sala, perdidos em pensamentos. Estavam a transmitir claramente que, das duas uma, ou sabiam exatamente do que eu estava a falar ou entã o que tudo o que eu dizia era uma grande treta!

Contudo, o comportamento dos portugueses foi muito diferente. De costas direitas ou inclinados para a frente nas suas cadeiras, de olhos escuros reluzentes, estavam claramente hipnotizados e seguiam cada uma das minhas palavras com curiosidade e entusiasmo (a maior parte dos portugueses com educaçã o falavam bem inglê s). Fiquei muito tocado pela receptividade e abertura que encontrei e isto aprofundou-se à medida que muitos deles se aproximaram e me rodearam para expressar a sua apreciaçã o apó s a conversa.

Enquanto os abraçava e falava com eles não só Wiquei deliciado pela sua doçura suave e animada (a imagem que me vem à cabeça é de abelhas felizes sorvendo o mel) mas também Wiquei perplexo pela luminosidade serena e brilho que emanava deles. Havia viajado pelo mundo onde vivi em diversas comunidades espirituais por muitos anos, com muitas nacionalidades (mas nunca com portugueses). Naquele momento, captei de imediato o aroma de uma qualidade inefável, nunca antes encontrada.

Eu consegui ver e sentir que não era apenas uma ressonância intelectual como o que tinha partilhado que os iluminava, mas que eles tinham mesmo "captado aquilo". E qual era o "aquilo" que tinham compreendido? Era um sentimento do reconhecimento tá cito do Verdadeiro Coraçã o, do Espıŕ ito da Consciê ncia em Si, como a sua Verdadeira Natureza.

Enquanto se tornava óbvio para mim que estes jovens portugueses não entendiam conscientemente a importância do seu reconhecimento, o que era evidente para mim era que dispunham de uma receptividade inata para a verdade espiritual que era rara. Tendo crescido numa cultura portuguesa ainda muito tradicional, estes jovens estavam famintos de espıŕ ito, de evolução e de novas formas que ressoassem com o seu amplo cıŕ culo de compaixão pela Terra e por todos os seres.

Eu recebi três convites de três jovens portugueses inteligentes naquele evento e foi assim que comecei a ensinar. Nos anos que se seguiram eu viajei até Lisboa, Porto e Coimbra, dando palestras e ensinando o Curso de Evolução de Consciência, conjuntamente com fins de semana de meditação regulares.

O meu amor e apreço pelas qualidades que descrevi nos portugueses aprofundaram-se ainda mais. Que alegria e benção ser capaz de partilhar a minha visão e paixão espiritual com pessoas que eram tã o refrescantemente livres da sua armadura arrogante, cinismo corrosivo e narcisismo hiper-individualista, tão prevalecentes no Norte da Europa e América do Norte, especialmente quando tocava explorar o que representava um caminho e uma experiência espiritual autêntica no século XXI.

Contudo, apó s algum tempo, comecei a perceber que ao passo de uma grande capacidade para um reconhecimento espiritual em tantos dos portugueses que conheci, havia também um enorme medo de uma resposta sentida a esse reconhecimento. A premissa dual do meu ensinamento era que um despertar integral espiritual só poderia emergir, através do reconhecimento da chamada do Espı́rito/Consciência/Deus para "Despertar" e simultaneamente pela resposta a essa chamada através do "Crescer", relativa à exigência espiritual de tomar responsabilidade, de maneira a que o indivı́duo atualize esse reconhecimento. O "Despertar" que me esforcei por transmitir foi a iminê ncia e o reconhecimento espontâneo da nossa Inteireza, Felicidade, Amor e Liberdade aqui e agora - um reconhecimento radical que está sempre ao nosso dispor SE estivermos momentaneamente disponıv́ eis a ver através da máscara e deixar cair a ilusão de pessoa separada com o seu sentido de dilema e desassossego. Com o brilho dos seus lindos olhos pretos, os seus sorrisos despontavam nas suas faces, um diante do outro. AB medida que recebiam esta transmissão de "Despertar" , os portugueses demonstravam-me uma pura receptividade à iminência do Espıŕ ito que era verdadeiramente rara no mundo ocidental. Todavia, quando alternava a transmissão para falar de "Crescer", com uma exigência espiritual em tomar responsabilidade de modo a atualizar esse reconhecimento, o medo fazia erguer a sua cabeça.

Este medo existencial de ir para além dos limites e ilusões no caminho espiritual não é especificamente português, uma vez que o medo da "morte" do eu separado é universal à psique humana. Contudo, cedo percebi que o medo dos portugueses era de uma variante e "espessura" que nunca havia antes encontrado. Fosse o que fosse, assemelhava-se a um "cobertor pesado e molhado" que quase sufocava instantaneamente as suas almas que despertavam assim que era sentida uma demanda para agir, para se destacarem e para expressarem livremente a verdade e transformação nos seus corações que sabiam ser real e possıv́el.


Livros do autor
O Fogo do Coração
Por décadas de meditação profunda, investigação penetrante e comunidade espiritual inovadora e pioneira, tenho queimado no Fogo do Coração desde que me lembro. Se há uma coisa que aprendi é que nosso verdadeiro propósito na vida não é cumprir a agenda de nossos egos separados. Em vez disso, estamos aqui para transcender nossa identidade pessoal e as limitações aparentes da existência condicional, de modo que possamos explodir e brilhar como estrelas cadentes iluminando o Grande Caminho nestes tempos difíceis.


Quem sou eu realmente?

Qual é o meu propósito nesta vida?

Ler este livro mostra que viver uma Vida Desperta é também abraçar estas questões resistindo à tentação de lhes dar uma resposta definitiva.

O Fogo do Coração é uma profunda jornada pela radical imediatez e o ilimitado potencial evolutivo do Despertar Espiritual aqui e agora. Abordando de uma forma tão simples quanto esclarecedora a Verdadeira Meditação, o Processo de Despertar que o autor aqui revela é direto, atual e abarca a totalidade da existência. A sua escrita é fluida e acessível a todas as pessoas, mesmo às que não têm experiência de meditação ou que não se encontram avançadas na sua caminhada espiritual, mas é rica em subtilezas sobre a natureza da mente e oferece vastas aprendizagens aos caminhantes mais experientes.

O autor é palestrante regular em diversos eventos, dá cursos específicos sobre o tema do livro, e é cofundador do Awakened Life Project, que oferece programas de voluntariado, eventos e retiros para apoiar libertação do espírito humano num contexto de emergência evolutiva e comunhão com a rede ecológica da vida.

«Existem por aí muito livros sobre meditação, uns mais académicos e cheios de investigação, outros mais empíricos, outros somente cheios de si mesmos. Este é um espécime raro: inclui aquela simplicidade que provém de uma experiência profunda, detalhes inspiradores, uma partilha aberta e sincera, e a transmissão de sabedoria extremamente útil.» – Vítor J. Rodrigues, autor de O Livro da Ignorância e O Livro da Apreciação
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